

Warsh reforça meta de inflação de 2% e eleva aposta em alta de juros nos EUA
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que a meta de inflação de 2% ao ano é “firme e fixa”. Após o discurso, a probabilidade estimada de aumento dos juros em setembro subiu de 35% para 50%.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, adotou um tom mais rigoroso em seu discurso inaugural no simpósio anual de Jackson Hole. A fala ocorreu após manifestações anteriores terem alimentado interpretações de maior tolerância com a inflação.
Warsh declarou que a meta de 2% ao ano é “firme e fixa” e que será necessário agir, incluindo possível alta dos juros, se a inflação corrente não convergir rapidamente. O índice permanece acima de 3%.
A economia americana foi descrita como resiliente, enquanto o risco inflacionário foi apontado como foco. A estimativa de uma elevação dos juros em setembro passou de 35% para 50% depois do discurso, embora ainda não esteja definido se o aperto monetário será necessário.
Segundo os trechos, os investimentos crescem no ritmo mais forte desde 2021, impulsionados em boa medida pela infraestrutura de inteligência artificial, e o crédito segue fluindo com folga. A taxa de desocupação está em 4,1%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses chega a 3,7%; mais da metade dos componentes do índice ao consumidor sobe acima de 3% ao ano.
A nova liderança do Fed também promete revisar fontes de dados, metodologias e a comunicação da instituição. Warsh afirmou que a prática de antecipar os próximos passos do banco central, adotada como útil na crise de 2008, teria “ultrapassado o prazo de validade” em períodos normais.
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