Vietnã investe em café processado para reduzir dependência do grão verde
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Vietnã investe em café processado para reduzir dependência do grão verde

O Vietnã pretende ampliar a exportação de café solúvel, torrado e de outros produtos processados. A estratégia busca agregar valor às vendas e aproveitar o crescimento do consumo na Ásia e no mercado europeu.

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Por Redação Fato Inteiro · 26 de agosto de 2026 às 05:32
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O país ainda exporta 91,7% do volume de café na forma de grão verde. Solúveis e outros produtos processados representam 8,3% do volume, mas respondem por cerca de 17% da receita das exportações do setor.

A expectativa é que as exportações vietnamitas de café alcancem aproximadamente US$ 9 bilhões em 2026, próximas do recorde de US$ 8,92 bilhões registrado no ano anterior. A indústria aposta em investimentos em café instantâneo, torrado e blends para sustentar as receitas diante da recuperação da oferta mundial e da pressão sobre os preços.

A China é apontada como um mercado estratégico, especialmente pelo aumento do consumo entre os mais jovens. Algumas empresas vietnamitas já teriam pedidos contratados para o país até dezembro, enquanto outras operam próximas do limite de sua capacidade produtiva.

No primeiro semestre, o Vietnã exportou 1,05 milhão de toneladas de café, alta de 7,4% na comparação anual. A receita caiu 13,8%, para US$ 4,81 bilhões, em meio à redução das cotações internacionais. A Associação de Café e Cacau do Vietnã estima que a produção do país cresça entre 8% e 10% neste ano.

A Europa também está no centro da estratégia. O continente recebe cerca de 55% das exportações vietnamitas de café, e os 27 países da União Europeia respondem por mais de 45%. O Vietnã foi classificado pelo bloco como de baixo risco no Regulamento Europeu contra o Desmatamento, mas a rastreabilidade ainda é um desafio: entre 35% e 40% das áreas cafeeiras atenderiam integralmente às exigências.

A associação também alerta para possíveis efeitos do El Niño no fim de 2026 e em 2027. Com a perspectiva de maior oferta, preços menos favoráveis e riscos climáticos, o setor busca processar uma parcela maior do café no próprio país antes da exportação.

Fonte: CNN Brasil

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