Uso de fontes renováveis cresce na indústria, aponta levantamento da CNI
Reprodução/Valor Econômico
Brasil

Uso de fontes renováveis cresce na indústria, aponta levantamento da CNI

A adesão da indústria a energias limpas passou de 34% em 2023 para 48% no ano seguinte, segundo o último dado disponível da CNI. Energia solar, eólica e biomassa avançam na busca por descarbonização, metas ESG e redução de custos.

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Por Redação Fato Inteiro · 27 de agosto de 2026 às 06:15
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A indústria tem ampliado o uso de fontes renováveis, como energia solar, eólica e biomassa. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 48% das fábricas já buscavam alternativas em 2024, ante 34% em 2023.

A autoprodução de energia ganhou espaço nesse movimento, especialmente no Nordeste, onde seis em cada dez indústrias já investem em fontes renováveis. Setores que conseguem adotar essas alternativas sem grandes mudanças nos processos produtivos avançam mais rapidamente.

Siderurgia, cimento, alumínio e química enfrentam uma transição mais longa por causa da alta demanda térmica, da vida útil dos equipamentos e da necessidade de adaptação tecnológica. A CNI aponta previsibilidade regulatória, incentivos tributários e financiamento como fatores importantes para acelerar a eletrificação e o uso de fontes como o biometano.

Entre 2023 e 2025, a ArcelorMittal investiu cerca de R$ 5,8 bilhões em complexos eólicos e solares no país. Com os aportes, a capacidade de autogeração de energia renovável da empresa chegou a 1 GW.

Na indústria de papel e celulose, a unidade da Bracell em Lençóis Paulista (SP) opera sem combustíveis fósseis. A planta utiliza licor negro, subproduto da produção de celulose, em um gaseificador de biomassa para gerar energia limpa. No ano passado, produziu 340 megawatts, dos quais 230 megawatts foram usados internamente e 110 megawatts foram destinados ao sistema nacional.

A Suzano informou ter alcançado 88% de conteúdo renovável, índice de 91% quando considerada apenas a matriz elétrica baseada em geração própria. A companhia possui 1,9 GW de potência instalada em cogeração com licor negro e biomassa florestal, e os excedentes são enviados ao Sistema Interligado Nacional.

Fonte: Valor Econômico

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