Suspensão da UE pode tirar US$ 392 milhões anuais do agronegócio do Paraná
Reprodução/Gazeta do Povo — Paraná
Brasil

Suspensão da UE pode tirar US$ 392 milhões anuais do agronegócio do Paraná

A União Europeia suspendeu a importação de carnes e produtos de origem animal do Brasil por falta de garantias consideradas suficientes sobre o uso de antimicrobianos. No Paraná, o prejuízo anual estimado é de US$ 392,2 milhões.

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Por Redação Fato Inteiro · 3 de setembro de 2026 às 17:01
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A medida atinge frangos, bovinos, ovos e mel. Segundo a União Europeia, o Brasil não apresentou provas suficientes de que seus controles sanitários seguem as regras do bloco, especialmente em relação ao uso de antimicrobianos na criação animal.

A avicultura é o setor mais exposto no Paraná. O estado responde por 42% das exportações brasileiras de carne de aves, e a restrição afeta principalmente cortes de maior valor agregado e produtos processados destinados ao mercado europeu.

No primeiro semestre de 2026, as aves representaram quase 18% das exportações paranaenses. A União Europeia absorveu 5% das vendas externas de carnes do estado nesse segmento. A carne bovina também foi afetada, com US$ 4,6 milhões em vendas para o bloco no último semestre.

A carne suína sofre impacto indireto, porque o Brasil já não estava habilitado a vender o produto para a União Europeia sob essas regras. A suspensão geral pode provocar uma reorganização do mercado e pressionar os preços internos.

A Comissão Europeia iniciou uma auditoria no Brasil, com foco em aves e mel, e informou ter recebido dados adicionais das autoridades brasileiras. As exportações poderão ser retomadas caso o governo comprove a eficácia dos controles nacionais e sua adequação aos critérios europeus.

Fonte: Gazeta do Povo — Paraná

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