Sirius ajuda a investigar mudanças na proteína ligada a doenças priônicas
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Brasil

Sirius ajuda a investigar mudanças na proteína ligada a doenças priônicas

Pesquisadores analisaram, com uma técnica avançada de raios X, como a proteína príon se movimenta e muda de estado em estruturas microscópicas. O estudo busca compreender mecanismos associados a doenças raras e fatais, como a doença de Creutzfeldt-Jakob.

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Por Redação Fato Inteiro · 31 de agosto de 2026 às 06:21
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Pesquisadores estudaram no Sirius, em Campinas, uma proteína presente naturalmente nos neurônios e envolvida nas doenças priônicas. Nesses casos, a proteína normal, chamada PrPC, muda de forma, induz outras moléculas a se alterarem e pode formar acúmulos que danificam o sistema nervoso.

O trabalho, publicado na revista Science Advances em 2023, investigou as etapas iniciais dessa transformação. Os cientistas observaram pequenas estruturas chamadas condensados, nas quais as proteínas ficam concentradas e ainda se movimentam como em uma gota líquida.

Nos experimentos, as estruturas permaneceram fluidas na presença de cobre. Quando os pesquisadores simularam uma situação de estresse oxidativo usando peróxido de hidrogênio, elas passaram a endurecer e formaram estruturas mais rígidas, uma evolução já associada a doenças.

A análise de parte desse processo ocorreu na estação Cateretê, com a técnica de raios X XPCS. O Sirius permitiu medir não apenas o tamanho e a forma das gotículas, mas também o movimento das proteínas em seu interior, indicando se elas continuavam líquidas ou se ficavam mais rígidas.

A pesquisa não tem relação direta com o caso do influenciador Lito Sousa e não demonstra que cobre ou peróxido de hidrogênio causem a doença de Creutzfeldt-Jakob. Os experimentos foram realizados em laboratório, com modelos que simulam o ambiente celular, e não apontam um tratamento. O objetivo é compreender as mudanças da proteína e os mecanismos que podem levar à formação de estruturas prejudiciais ao cérebro.

O trabalho com a proteína continuará no Sirius. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro têm novos experimentos previstos para o fim de setembro, na linha de luz Sapucaia, usando a técnica SAXS.

Fonte: g1 Saúde

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