

Riscos climáticos passam a integrar decisões financeiras, aponta artigo
A sustentabilidade deixou de ser tratada como uma agenda separada e passou a influenciar investimentos, crédito e gestão de riscos, segundo artigo publicado no Valor Econômico. O texto afirma que o sistema financeiro brasileiro tem incorporado esses fatores mais rapidamente que o restante do ambiente corporativo.
O debate sobre o chamado “fim do ESG” deveria ser deslocado para a forma como fatores ambientais, sociais e de governança passaram a integrar decisões econômicas e financeiras de longo prazo. A avaliação é apresentada em artigo assinado por Claudio de Moraes, professor e pesquisador do Coppead.
O texto cita pesquisas sobre o mercado financeiro brasileiro que identificam influência de fatores ambientais na composição das carteiras de crédito, na gestão de riscos e na estabilidade financeira. Também destaca a incorporação dos riscos climáticos e socioambientais pelo Banco Central do Brasil em análises do Relatório de Política Monetária.
Segundo o artigo, eventos climáticos podem afetar a inflação, a atividade econômica, a estabilidade financeira e a condução da política monetária. O sistema financeiro já considera esses riscos na precificação de ativos, na concessão de crédito, nos seguros e na gestão de riscos.
A análise afirma que essa transformação ocorre mais rapidamente no sistema financeiro do que no restante do ambiente corporativo. O desafio apontado é ampliar a percepção dos riscos climáticos para empresas, consumidores, políticas públicas e sociedade.
Para o autor, o “fim do ESG” poderia significar sua incorporação à análise econômica, à gestão de riscos e às decisões de investimento. O artigo conclui que a adaptação passou a ser uma necessidade econômica e que a antecipação tende a ser menos custosa que o gerenciamento das consequências.
Fonte: Valor Econômico
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