

Risco climático entra no planejamento estratégico das empresas
Eventos climáticos extremos já afetam operações, logística e força de trabalho no Brasil, segundo conteúdo publicado pelo Valor Econômico. A avaliação de materialidade é apresentada como instrumento para orientar investimentos em prevenção, adaptação e resposta.
Enchentes, ondas de calor e estiagens passaram a integrar o planejamento anual de empresas com operações, cadeias de fornecimento ou colaboradores no país. O desafio, segundo o conteúdo, é antecipar os impactos e estruturar respostas antes da ocorrência dos eventos.
Relatório da Organização Meteorológica Mundial divulgado em março de 2026 apontou que o período de 2015 a 2025 reúne os 11 anos mais quentes desde o início das observações instrumentais. A entidade também projeta possível intensificação do El Niño até outubro, com probabilidade maior de temperaturas acima da média e alterações nos regimes de chuva em diferentes regiões brasileiras.
O texto informa que eventos climáticos extremos provocaram cerca de R$ 184 bilhões em perdas para a economia brasileira entre 2022 e 2024, conforme dados da CNseg e da EY apresentados na COP30. Também afirma que mais de 90% das perdas causadas por desastres climáticos no Brasil não têm cobertura de seguro.
A avaliação de materialidade é descrita como uma ferramenta para definir prioridades. Ela considera tanto os impactos da organização sobre a sociedade e o meio ambiente quanto os efeitos de tendências climáticas, sociais e regulatórias sobre receita, custo de capital e continuidade da operação.
Com base nessa análise, as empresas devem converter prioridades em ações, com responsáveis definidos, metas claras e acompanhamento dos riscos. A comunicação, segundo o conteúdo, tem papel de integrar áreas e transmitir decisões aos públicos de interesse.
Fonte: Valor Econômico
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