Projeto para a Serraria do Ibirapuera aguarda início após aprovações
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Projeto para a Serraria do Ibirapuera aguarda início após aprovações

Proposta de requalificação do galpão foi aprovada por órgãos de patrimônio e prevê restauração, fechamento parcial com vidro e um mezanino. Segundo coluna da Folha, a obra não começou em meio a um inquérito do Ministério Público de São Paulo sobre a gestão do parque.

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Por Redação Fato Inteiro · 26 de agosto de 2026 às 07:38
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A Serraria do Ibirapuera, um galpão dos anos 1930 localizado na praça desenhada por Roberto Burle Marx, permanece sem nova função definida. O espaço já foi usado para fabricar bondes e serrar madeira, mas hoje está desocupado.

Ao projetar a praça, em 1992, Burle Marx previu que o prédio receberia exposições permanentes e áreas de apoio aos visitantes. A concessionária do parque propôs restaurar a construção, fechá-la parcialmente com vidro e instalar um mezanino voltado a esporte e bem-estar.

O investimento previsto é de dezenas de milhões de reais e não está entre as exigências do contrato de concessão. De acordo com o texto, a iniciativa partiu da concessionária, que aposta na atração de frequentadores, patrocinadores e receitas.

O projeto foi debatido por mais de cinco anos e recebeu aprovação do Iphan, do Condephaat e do Conpresp, além de passar por audiências públicas, críticas e revisões. Ainda assim, a ordem de início da obra não foi emitida.

A coluna atribui a paralisação ao receio provocado por um inquérito instaurado pelo Ministério Público de São Paulo sobre a gestão do parque. A investigação incluiu individualmente os cinco conselheiros do Conpresp que votaram pela aprovação do projeto.

O texto defende que eventuais discordâncias sejam tratadas por meio de ação judicial e cita a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, segundo a qual agentes públicos respondem por dolo ou erro grosseiro. Para a coluna, a responsabilização de quem participa de decisões pode levar servidores a evitar decisões administrativas.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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