

Pisa 2025 aponta queda na aprendizagem de países da OCDE e estagnação do Brasil
Avaliação mostra piora recorde em matemática, leitura e ciências entre países da OCDE, enquanto o Brasil manteve resultados estáveis em dez anos, ainda abaixo da média internacional. No país, 72% dos estudantes avaliados não alcançaram o nível básico em matemática.
Os resultados do Pisa 2025 indicam uma queda recorde nas médias de matemática, leitura e ciências dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No Brasil, as notas permaneceram estáveis ao longo de dez anos, mas sem avanços relevantes nas três áreas avaliadas.
Em matemática, o Brasil ficou na 71ª posição entre 91 países, com média de 377 pontos — 86 pontos abaixo da média geral. Dos cerca de 30 mil estudantes brasileiros avaliados, 72% não alcançaram o nível considerado minimamente básico, ante 65% na média da OCDE.
Em leitura, 49% dos estudantes brasileiros atingiram o nível básico, contra 69% na média da OCDE. Em ciências, o índice foi de 48%, diante de 71%. O desempenho mais alto também foi pouco frequente: 1% alcançou nível elevado em leitura e praticamente nenhum estudante chegou aos níveis 5 ou 6 em matemática.
A estabilidade brasileira ocorreu enquanto a cobertura educacional entre estudantes de 15 anos aumentou quatro pontos percentuais. Segundo o levantamento, os estudantes pioraram em matemática, recuaram ligeiramente em leitura e tiveram avanço limitado em ciências.
O estudo também relaciona os desafios de aprendizagem ao aumento do uso de redes sociais e da inteligência artificial em trabalhos escolares. Na média da OCDE, menos de 46% dos estudantes disseram verificar a credibilidade das informações que recebem. No Brasil, 51% demonstraram dificuldade para compreender o que leem, relacionar o texto ao contexto e analisá-lo criticamente.
O relatório aponta que a melhora é possível e cita avanços de países como Camboja, Mongólia e El Salvador. Também menciona experiências em Estados brasileiros como Ceará, Paraná e Pernambuco, associadas a medidas que envolvem professores, gestores, remuneração, ensino integral e atenção a estudantes com maiores dificuldades.
Fonte: Valor Econômico
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