

Controle do Exército sustenta poder de Xi 50 anos após morte de Mao
Cinco décadas após a morte de Mao Tsé-Tung, o controle sobre o Exército de Libertação Popular continua central para o poder do Partido Comunista da China. Xi Jinping reforçou sua autoridade sobre as forças armadas e busca se aproximar do legado de Mao.
Mao morreu em 9 de setembro de 1976. Desde então, segundo a análise, o controle do Exército de Libertação Popular permaneceu como um dos fundamentos do poder político chinês, mesmo com a transformação do país na segunda maior economia do mundo.
A influência sobre as forças armadas também sustentou a liderança de sucessores de Mao. Deng Xiaoping governou como líder supremo a partir da presidência da Comissão Militar Central (CMC), enquanto Jiang Zemin permaneceu no comando da comissão por quase dois anos depois de deixar a secretaria-geral do partido.
Xi Jinping assumiu a secretaria-geral em 2012 e lançou uma campanha anticorrupção que atingiu integrantes da cúpula militar, entre eles o ex-vice-presidente da CMC Guo Boxiong. Em 2017, um relatório da comissão concentrou no presidente o poder de decisões militares cruciais e determinou que as forças armadas obedecessem às ordens de Xi e demonstrassem lealdade a ele.
Após o início do terceiro mandato de Xi, em 2022, a campanha se intensificou. A destituição de oficiais de alto escalão reduziu a presença de antigos integrantes da CMC: dos sete membros no começo do mandato, apenas Xi e o atual vice-presidente, Zhang Shengmin, permanecem no cargo, de acordo com os trechos. Observadores, contudo, avaliam que as mudanças podem afetar a estrutura de comando e a capacidade operacional das forças armadas.
Xi não descartou o uso da força para unificar Taiwan à China. O texto afirma que analistas de inteligência dos Estados Unidos avaliam que a China terá capacidade militar para realizar essa unificação à força até 2027, ano do centenário do Exército de Libertação Popular. A possibilidade de um quarto mandato de Xi no congresso do partido, previsto para o outono daquele ano, também é mencionada. Ainda assim, Xi não alcançou a mesma estatura de Mao dentro do partido: seu nome aparece 12 vezes nas revisões da constituição partidária, contra 13 menções a Mao.
Fonte: Valor Econômico
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