

PIB desacelera no 2º trimestre e expõe desafios para a economia em 2027
O crescimento do PIB em relação ao segundo trimestre de 2025 foi de 2%, informou o IBGE. Economistas apontam endividamento, contas públicas e efeitos do El Niño entre os principais desafios do próximo governo.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o IBGE. O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa mediana de economistas, que projetavam alta de 0,4% no trimestre.
A trajetória da economia vem perdendo ritmo: o PIB avançou 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Para 2026, a mediana das projeções do boletim Focus indica crescimento de 1,9%, enquanto a estimativa para 2027 é de 1,5%. Há analistas que veem uma expansão próxima de 1% no primeiro ano do próximo governo.
Pela ótica da produção, a agropecuária teve alta de 2,8% no segundo trimestre. Serviços avançaram 0,2% e a indústria, 0,1%, impulsionada pela indústria extrativa, que cresceu 3,4%. Na demanda, o consumo das famílias caiu 0,4%, os investimentos subiram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%.
Entre os fatores citados pelos economistas estão os efeitos acumulados dos juros elevados e o endividamento das famílias, que pressionam o consumo. A Selic está em 14%, após ter permanecido em 15% entre junho de 2025 e janeiro de 2026. Os investimentos também devem continuar reduzidos diante das condições financeiras restritivas.
Para 2027, os analistas apontam ainda o desarranjo das contas públicas e a redução dos estímulos fiscais após o ciclo eleitoral. A dívida bruta do governo geral chegou a 82,5% do PIB em julho, segundo o Banco Central. Outro risco é o El Niño, que pode reduzir a produção agropecuária, elevar os preços dos alimentos e levar o setor a registrar PIB negativo.
Fonte: g1 Economia
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