PF investiga Lulinha por suspeita de tráfico de influência em contratos públicos
Reprodução/BBC News Brasil
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PF investiga Lulinha por suspeita de tráfico de influência em contratos públicos

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é alvo de três inquéritos da Polícia Federal que apuram possível favorecimento a empresas interessadas em contratos com o governo federal. O caso passou a ser uma preocupação para a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Por Redação Fato Inteiro · 28 de agosto de 2026 às 07:56
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Lulinha é investigado pela PF por suspeitas de que teria usado sua relação familiar com o presidente para ajudar empresas privadas a obter contratos públicos. Uma das linhas de apuração examina uma possível associação com uma lobista.

Os inquéritos tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República pediu o envio dos casos à primeira instância, sob o argumento de que Lulinha não ocupa cargo político com foro privilegiado. O pedido ainda não havia sido decidido pela Corte.

Entre as investigações está a suspeita de que Lulinha teria tentado favorecer o chamado “Careca do INSS” na obtenção de contratos com o Ministério da Saúde para fornecer produtos à base de cannabis medicinal. Outro inquérito apura possível atuação em benefício da empresa 3Structure It LTDA em contratos com a Dataprev.

Também aparece no caso Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Segundo a reportagem, ele entrou no radar da PF depois que investigadores identificaram que despesas suas teriam sido pagas por uma lobista próxima a Lulinha. Marcola nega irregularidades.

Lula afirmou que não irá interferir nas investigações. “Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse o presidente, segundo a BBC News Brasil. A defesa de Lulinha declarou que não responderia a questões baseadas em relatórios iniciais e que a inocência dele será provada no processo.

A divulgação das apurações alterou o ambiente da disputa eleitoral, embora uma pesquisa Datafolha citada pela BBC não tenha apontado impacto significativo nas intenções de voto. Um novo levantamento da AtlasIntel, com perguntas específicas sobre o caso, tinha divulgação prevista para 30 de agosto.

Fonte: BBC News Brasil

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