PF aponta pressão de lobista sobre Lulinha por negócios do Careca do INSS
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

PF aponta pressão de lobista sobre Lulinha por negócios do Careca do INSS

A Polícia Federal afirma que Roberta Luchsinger pediu a intervenção de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em negócios de Antônio Camilo Antunes com o Ministério da Saúde. As negociações envolviam material derivado de canabidiol e kits para teste de dengue, mas nenhum contrato foi fechado.

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Por Redação Fato Inteiro · 26 de agosto de 2026 às 14:59
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Mensagens encontradas pela PF no celular de Roberta indicariam pressão para que Lulinha participasse das discussões sobre os negócios. Segundo a investigação, a lobista atuava a pedido de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, antes da mudança de Fábio Luís para a Espanha, em 2025.

As informações fazem parte de uma investigação preliminar e de uma representação encaminhada ao ministro do STF André Mendonça, que abriu inquérito sobre o caso. O material está sob sigilo.

Em diálogos de janeiro de 2025, Roberta teria afirmado que comentou o assunto com Lulinha e que seria bom “o Fábio se mexer”. A PF interpretou a conversa como indicação de que os negócios dependiam da intervenção de Fábio. Em outra mensagem, ela escreveu: “[Temos que] Correr para o Berger comprar isso logo”, referindo-se aos kits de combate à dengue.

A defesa de Fábio Luís nega qualquer atuação em favor dos negócios. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que ele “nunca, em nenhum momento, fez nenhuma intervenção e nenhuma reunião” relacionada ao caso e classificou as conclusões da PF como “inferências não conclusivas”. As defesas de Roberta e Antônio Camilo não se manifestaram.

Os documentos também citam conversas de Roberta com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Em nota, a defesa dele disse que Marcola “jamais intermediou negociações ou encaminhou qualquer documento” sobre compras ou licitações no governo federal. O então secretário-executivo da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, não havia se manifestado quando procurado.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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