Mensagens mostram ajuda de Marcola para lobista reunir-se com nº 2 da Saúde
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Brasil

Mensagens mostram ajuda de Marcola para lobista reunir-se com nº 2 da Saúde

Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ajudou Roberta Luchsinger a marcar uma reunião com Swedenberger Barbosa em setembro de 2023. Ela buscava tratar de um negócio envolvendo medicamentos à base de canabidiol.

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Por Redação Fato Inteiro · 27 de agosto de 2026 às 07:49
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O encontro entre Roberta Luchsinger e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, foi organizado em três dias, segundo mensagens reveladas pelo jornalista Mateus Coutinho, do Valor Econômico. Marcola havia passado à lobista o contato de Barbosa e acompanhou as tratativas.

Em 19 de setembro de 2023, Roberta escreveu a Barbosa dizendo ser “amiga do Marcola”. Ele respondeu que já havia sido avisado sobre o contato e encaminhou o número de sua secretária para organizar a agenda. Dois dias depois, Roberta informou a Marcola que se reuniria com o secretário às 15h30.

Após o encontro, a lobista disse que Barbosa havia sido “super solícito” e afirmou: “teremos coisa ali pra fazer”. A agenda oficial do secretário não registra reunião com ela; no período, consta apenas um compromisso do Proadi-SUS, das 14h às 15h30.

As mensagens mostram que os contatos prosseguiram em 2024. Roberta pediu a Marcola uma nova reunião com Barbosa para tratar do “negócio do canabidiol” e enviou um organograma do ministério com áreas destacadas. Ele respondeu que falaria sozinho com o secretário antes de um almoço entre os três.

A Polícia Federal investiga uma tentativa de viabilizar para a World Cannabis, empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, um contrato com o Ministério da Saúde. Segundo a investigação, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão da empresa. A minuta previa a venda de 1,2 milhão de frascos de canabidiol por R$ 626 milhões, mas o contrato não foi fechado.

A defesa de Marcola afirmou que ele nunca intermediou negociações nem encaminhou documentos sobre compras ou licitações no governo. A defesa de Lulinha disse não confirmar a autenticidade das mensagens e negou relação dele com os negócios de Roberta. O Ministério da Saúde declarou que o canabidiol não faz parte do Sistema Único de Saúde e que nunca houve possibilidade de contratação ou discussão para ofertar o produto na rede pública.

Fonte: Poder360

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