Mapa do g1 mostra voto em Flávio em municípios com mais evangélicos
Foto: Paulo Pinto e Joédson Alves/Agencia Brasil · Fonte: g1.globo.com
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Mapa do g1 mostra voto em Flávio em municípios com mais evangélicos

Levantamento do g1 aponta que Flávio Bolsonaro teve melhor desempenho, no segundo turno, em municípios onde os evangélicos representam parcela maior da população. A relação varia entre as regiões e não explica sozinha o resultado eleitoral.

Por · 31 de outubro de 2026 às 18:50

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Segundo o g1, o cruzamento entre os dados de religião do Censo 2022, do IBGE, e a votação do segundo turno mostrou diferenças no desempenho de Lula e Flávio Bolsonaro entre os municípios. A totalização do Tribunal Superior Eleitoral confirmou a reeleição de Lula, com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio.

Nos municípios analisados, a votação de Flávio variou de 7,6% a 90,5%, enquanto a proporção de evangélicos ficou entre 1,2% e 88,7%. Na divisão por faixas, Lula liderou nas cidades com até 30% de população evangélica; acima desse percentual, Flávio passou à frente.

Entre os 973 municípios com presença evangélica entre 30% e 40%, Flávio teve 54,2% dos votos válidos, contra 45,8% de Lula. Nos 58 municípios em que mais da metade da população era evangélica, o placar foi de 55,2% a 44,8% para o candidato do PL.

O Centro-Oeste concentrou a associação mais nítida: 42% dos municípios estavam simultaneamente nas faixas de maior presença evangélica e maior votação em Flávio. A ocorrência foi registrada em áreas de Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Tocantins e sul do Pará.

O padrão não se repetiu com a mesma intensidade em todo o país. No Sul, Flávio teve vantagem tanto em municípios com baixa presença evangélica quanto em Arroio do Padre (RS), apontado como o mais evangélico do Brasil; no Norte, áreas do Amazonas e do Pará tinham alta presença evangélica e votação intermediária ou baixa para o candidato.

O levantamento ressalta que a correlação entre as duas variáveis não demonstra que a religião tenha causado o resultado eleitoral, porque outros fatores também diferenciam os municípios.

Fonte: g1 Política

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