Conflitos internos pressionam Abdul El-Sayed antes da eleição em Michigan
A coalizão democrata em torno de Abdul El-Sayed se fragmentou em Michigan a poucos dias da eleição de meio de mandato, segundo o Valor Econômico. O candidato disputa uma cadeira no Senado considerada decisiva para o partido tentar conquistar a maioria na Casa.
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A deputada Haley Stevens, que perdeu as primárias para El-Sayed, deixou de aparecer na lista de participantes de um comício do candidato em Detroit previsto para domingo (1º), de acordo com a imprensa americana citada pelo Valor Econômico. A campanha teria pedido que ela não comparecesse aos eventos dos últimos dias.
O conflito envolve um anúncio sobre o conflito em Gaza e a posição de Israel, veiculado por um grupo progressista externo à campanha de El-Sayed. Stevens classificou a peça como antissemita e queria que o candidato pedisse desculpas pelo anúncio; El-Sayed respondeu que ela parecia querer reabrir a disputa das primárias, encerrada há três meses.
A cadeira de Michigan é a única sob controle democrata entre as disputas pelo Senado consideradas empatadas pelo Cook Political Report. A eleição de El-Sayed também é apresentada como um teste para a viabilidade eleitoral das alas mais progressistas do Partido Democrata.
Na quinta-feira (29), a ex-presidente da Câmara dos Deputados Nancy Pelosi criticou as posições de El-Sayed sobre Israel e disse que elas estavam erradas e não representavam os democratas no Congresso. No dia seguinte, ela reafirmou nas redes sociais seu apoio ao candidato.
El-Sayed recebeu apoio público do ex-presidente Barack Obama na semana anterior e da ex-vice-presidente Kamala Harris, que o visitou em setembro. Filho de egípcios, o médico de 41 anos seria o primeiro muçulmano a assumir uma cadeira no Senado dos Estados Unidos se fosse eleito.
Fonte: Valor Econômico
