

Lula sanciona lei do Enamed e Ludhmila critica formação médica no Brasil
A lei sancionada por Luiz Inácio Lula da Silva estabelece a aprovação no Enamed como requisito para obter o registro profissional de médico. Durante a cerimônia, a médica e professora Ludhmila Hajjar criticou a formação médica no Brasil e defendeu avaliações ao longo da graduação.
Segundo o Poder360, a declaração ocorreu na sexta-feira (6.nov.2026), durante a cerimônia de sanção da lei. A avaliação passou a ser chamada de “OAB da Medicina”, em referência ao exame exigido para o exercício da advocacia.
Ludhmila afirmou que há profissionais que terminam o curso sem experiência em atendimentos de emergência, incluindo paradas cardíacas. Ela também citou deficiências em instituições que não teriam hospitais adequados para a formação prática ou professores suficientemente qualificados.
A médica defendeu que os estudantes sejam avaliados no 2º, no 4º e no 6º ano. Segundo ela, esse acompanhamento permitiria identificar dificuldades e corrigir problemas durante a formação, antes do início do atendimento a pacientes.
A lei prevê que o resultado considere o desempenho nas três etapas, com maior peso para a avaliação final. Os critérios de pontuação e o desempenho mínimo serão definidos pela comissão responsável pelo exame.
A exigência de aprovação para obter o registro profissional valerá para estudantes que ingressaram na graduação a partir de 19 de junho de 2026. Quem já estava matriculado antes dessa data não precisará cumprir a nova exigência.
Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a avaliação também poderá identificar cursos com desempenho insatisfatório. Entre as medidas previstas nos procedimentos de supervisão estão redução de vagas, restrições à abertura de novas turmas e suspensão de processos seletivos.
Ludhmila projetou que a implementação do modelo poderá levar ao fechamento de escolas médicas nos próximos anos. O texto da fonte ressalta que o fechamento não é automático e que cursos com desempenho insatisfatório podem passar por supervisão e medidas administrativas.
Fonte: Poder360
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