

Lula promete não interferir em investigações e descarta privatizar Correios
Em entrevista à TV Globo, o presidente também defendeu criar um Ministério da Segurança Pública caso a PEC sobre o tema seja aprovada. Lula afirmou ainda acreditar na honestidade do senador Jaques Wagner e atribuiu a alta da dívida aos juros elevados e ao baixo crescimento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à TV Globo, que não fará interferências nas investigações envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Segundo Lula, caso tenha cometido algum ilícito, o filho deverá responder como qualquer cidadão.
Lula também disse considerar inadequado o pagamento de R$ 249 mil em despesas de seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. O presidente afirmou acreditar na explicação de que o valor correspondeu a um empréstimo pessoal e declarou que eventuais erros deverão ser punidos.
Sobre os Correios, o presidente rejeitou a possibilidade de venda da estatal. Ele atribuiu a crise da empresa às mudanças no mercado de entregas e afirmou que, se necessário, poderá fazer associações com empresas brasileiras ou estrangeiras.
Na área de segurança pública, Lula disse que criará um Ministério da Segurança Pública caso a Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema seja aprovada pelo Congresso. A medida, segundo ele, serviria para definir as responsabilidades da União, dos estados e dos municípios no combate ao crime organizado.
Questionado sobre as menções ao senador Jaques Wagner em investigações do caso Banco Master, Lula afirmou acreditar na honestidade do parlamentar e disse que, até o momento, não estaria provada sua relação com o banco. Sobre a dívida pública, defendeu sua política econômica e afirmou que o aumento ocorreu em razão dos juros altos e da estagnação do crescimento em governos anteriores.
Fonte: BBC News Brasil
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