

Justiça Militar prende tenente-coronel por suspeita de apoiar segurança da Transwolff
A Justiça Militar de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel José Henrique Martins Flores. Segundo o Ministério Público, ele fornecia estrutura empresarial para policiais militares que faziam a segurança de dirigentes da Transwolff, familiares e garagens da empresa.
A ordem contra Flores foi cumprida no sábado (29) pela Corregedoria da Polícia Militar. Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública.
O juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, da 3ª Auditoria Militar, recebeu a denúncia contra Flores e outros três policiais e acolheu o pedido de prisão feito pela Promotoria. A decisão apontou haver “provas robustas” para sustentar a acusação.
Flores era o único dos quatro denunciados que ainda estava em liberdade. O capitão Alexandre Paulino Vieira, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário e o sargento reformado Nereu Aparecido Alves estão presos preventivamente desde fevereiro, após a Operação Kratos.
De acordo com a acusação, Flores não participava diretamente das escalas de segurança. Sua função seria oferecer suporte empresarial, administrativo e fiscal para formalizar os serviços e permitir a circulação dos pagamentos por empresas aparentemente regulares.
A Promotoria afirma que os quatro policiais integravam uma organização criminosa voltada à proteção de dirigentes da Transwolff e familiares. A acusação também sustenta que a estrutura estava ligada ao grupo econômico investigado por suposta lavagem de recursos do PCC.
As defesas de Vieira e Alves negam ligação dos policiais com o crime organizado e consideram as prisões desnecessárias. A defesa de Flores não respondeu às tentativas de contato da reportagem, e não houve contato com representantes de Romano.
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