Governo quer ampliar margem para congelar gastos e buscar meta cheia em 2027
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Governo quer ampliar margem para congelar gastos e buscar meta cheia em 2027

A equipe econômica de Luiz Inácio Lula da Silva avalia medidas para aumentar o contingenciamento de despesas em caso de frustração de receitas e atingir o centro da meta fiscal em 2027. Entre as opções estão mudar a interpretação jurídica das regras, consultar o TCU ou aprovar uma PEC.

PublicidadeAmbulare Vet, UTI movel veterinaria com pronto atendimento 24h no Rio de Janeiro. WhatsApp (21) 97120-1115.
Por Redação Fato Inteiro · 29 de agosto de 2026 às 14:03
Compartilhar

O governo quer maior liberdade para bloquear a execução de despesas quando as receitas ficarem abaixo do previsto. A medida seria usada para sinalizar um esforço fiscal maior e buscar, em 2027, o centro da meta de resultado primário, caso Lula seja reeleito.

O contingenciamento reduz efetivamente as despesas totais. Já o bloqueio restringe gastos discricionários, como custeio e investimentos, para compensar o aumento de despesas obrigatórias, sem diminuir o dispêndio total do governo.

As regras do arcabouço fiscal estabelecem uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para o resultado primário. Segundo a interpretação jurídica adotada pelo Executivo, o Orçamento impositivo impede uma contenção maior quando o piso da meta já é suficiente para cumprir a regra.

Entre os caminhos analisados estão uma nova interpretação da legislação orçamentária, uma consulta ao Tribunal de Contas da União e a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição após as eleições. Uma PEC para revogar dispositivos do Orçamento impositivo foi tentada pelo governo no fim de 2024, mas não avançou no Congresso.

Para 2027, o centro da meta corresponde a um superávit de 0,5% do PIB. Consideradas algumas despesas que ficam fora do limite de gastos, o resultado efetivo projetado pelo ministro Bruno Moretti ficaria entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões. A margem de tolerância prevista no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias é de R$ 36,6 bilhões.

A equipe econômica também pretende ampliar a parcela do Orçamento sujeita a congelamento. Moretti afirmou que as despesas discricionárias devem crescer cerca de 20% em relação a este ano, ou quase R$ 40 bilhões, o que daria mais espaço para medidas de contenção.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

PublicidadeAmbulare Vet: cuidado intensivo onde seu pet estiver, 24h no Rio de Janeiro. WhatsApp (21) 97120-1115.
Compartilhar
Direto da redação

Informação que importa, direto do Fato Inteiro.

Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

Ao se inscrever, você aceita a nossa política de privacidade. Não vendemos seus dados.