

Fato ou Fake checa declarações de Augusto Cury em sabatina
A equipe do g1 classificou como verdadeiras afirmações sobre decisões do STF, cargos comissionados, parcerias com polícias militares e endividamento. Declarações sobre o número de advogados no Brasil, propostas para o Supremo e suicídios entre jovens foram consideradas falsas.
A equipe do Fato ou Fake verificou as principais declarações feitas por Augusto Cury durante sabatina promovida por O Globo, Valor e CBN. Entre as afirmações classificadas como verdadeiras está a de que o Supremo Tribunal Federal julgou mais de 112 mil processos no ano passado: o balanço oficial registra 116.170 decisões em 2025.
Também foi confirmada a declaração de que Cury treinou gratuitamente integrantes de polícias militares. Há registros de parcerias com as corporações de São Paulo e Minas Gerais para cursos e programas relacionados à gestão das emoções e à prevenção do suicídio.
A afirmação sobre a existência de cerca de 50 mil cargos comissionados no Executivo também foi considerada verdadeira. Dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos apontam 50.124 cargos em comissão e funções de confiança em 2025.
Por outro lado, a equipe classificou como falsa a declaração de que o Brasil tem mais advogados do que todos os países do mundo juntos. O país tinha cerca de 1,5 milhão de profissionais registrados até 2025, enquanto seis territórios citados na checagem somavam aproximadamente 2,18 milhões.
Também foi considerada falsa a alegação de que Cury seria o único candidato a propor mudanças no Supremo. A checagem citou propostas de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, além de uma PEC de 2019 com previsão de mandatos de oito anos para ministros da Corte.
As afirmações sobre o recorde de recuperações judiciais em 2025 e o endividamento de 82% das famílias em julho de 2026 foram classificadas como verdadeiras. Já a declaração sobre um aumento de 148% nos suicídios de jovens de 10 a 19 anos foi considerada falsa: segundo os dados citados, a taxa cresceu 41,7% entre 2014 e 2024, e o número absoluto de mortes aumentou 23,1% no período.
Fonte: g1 Política
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