

Faria Lima teme influência paralela no Banco Central com novas nomeações
Participantes do mercado financeiro demonstram apreensão com as vagas abertas na diretoria do Banco Central e com a possibilidade de indicações consideradas heterodoxas. Segundo o Valor Econômico, parte dos agentes teme que um dos novos diretores exerça influência paralela à do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
A preocupação, relatada na Faria Lima, está relacionada às quatro nomeações que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá fazer nos próximos meses para o Banco Central. O receio é que algum indicado rivalize com a influência de Galípolo na condução da política monetária, em uma configuração descrita como “shadow chair”.
Agentes locais também relataram ter sido procurados por investidores não residentes para discutir os riscos associados às futuras nomeações. Entre as possibilidades que circulam para a diretoria de política econômica está o economista André Roncaglia, cuja eventual indicação, segundo a publicação, tenderia a ser recebida negativamente pelo mercado.
Um sócio de uma gestora avaliou que a âncora monetária estaria em risco caso o governo nomeasse alguém considerado irresponsável. Na avaliação atribuída ao profissional, essa percepção poderia elevar o temor de repressão financeira, inflação mais alta e piora do câmbio.
O cenário é comparado no texto ao caso do Federal Reserve, nos Estados Unidos, em que Stephen Miran teria votado por uma redução agressiva dos juros. A diferença apontada é que, no Brasil, o mandato dos diretores seria de três anos, enquanto o mandato de Miran era temporário.
Outra preocupação mencionada por um economista-chefe de gestora é a possível mudança permanente da meta de inflação. Segundo ele, uma alteração desse tipo em um momento de falta de credibilidade do governo poderia provocar efeitos danosos à economia brasileira.
Fonte: Valor Econômico
Matéria produzida com auxílio de inteligência artificial. Como verificamos.
