

Kassab condiciona relação do PSD com Lula ao equilíbrio fiscal
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o equilíbrio das contas públicas será o principal critério para a relação do partido com Luiz Inácio Lula da Silva no quarto mandato. Em entrevista ao Valor Econômico, ele defendeu cortes de custos, reforma administrativa e mudanças nas emendas parlamentares.
Segundo o Valor Econômico, Kassab não se comprometeu com a quantidade de votos que o PSD entregará no Congresso, embora tenha vinculado uma aproximação mais intensa com o governo à política econômica. A partir de fevereiro de 2027, o partido terá 43 deputados federais e quatro senadores.
O dirigente afirmou que Lula tem legitimidade para executar os programas sociais apresentados na campanha, mas disse que isso deve ocorrer junto com redução de custos e reforma administrativa. Kassab também citou combate à corrupção, transparência, fim de privilégios, subsídios que considera inaceitáveis e penduricalhos como medidas capazes de liberar recursos.
Na avaliação do presidente do PSD, o modelo atual das emendas parlamentares é “inaceitável”. Ele defendeu que os R$ 60 bilhões previstos para destinação pelos parlamentares no ano que vem sejam vinculados a programas do Executivo, em vez de permanecerem sem associação a um programa do governo federal.
Kassab disse ainda que o partido pretende manter a participação de seus quadros na administração federal, mas ressaltou que cabe ao presidente definir indicações e composição do governo. Ele citou Alexandre Silveira, Carlos Fávaro e André de Paula como integrantes do PSD que já ocupam ministérios.
No Congresso, os deputados do partido já encaminharam apoio à recondução de Hugo Motta para a presidência da Câmara. Os senadores, segundo Kassab, devem definir uma posição nos próximos dias; em São Paulo, o PSD manterá a aliança com o governador Tarcísio de Freitas.
Fonte: Valor Econômico
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