Entrada de Pablo Marçal pode alterar disputa pela direita, dizem analistas
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Entrada de Pablo Marçal pode alterar disputa pela direita, dizem analistas

O TSE proibiu Pablo Marçal de participar de debates e de campanhas no rádio e na televisão, além de suspender seu acesso aos fundos eleitoral e partidário até a decisão final sobre o registro da candidatura. Analistas avaliam que sua presença pode afetar principalmente candidaturas de direita, ainda que não provoque mudanças imediatas nas pesquisas.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de agosto de 2026 às 20:32
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade, em 20 de agosto, restringir a participação de Pablo Marçal na corrida presidencial. Até o julgamento definitivo de sua candidatura, o influenciador não poderá usar recursos dos fundos eleitoral e partidário nem participar de campanhas de rádio, televisão e debates.

A candidatura foi viabilizada por uma liminar que autorizou sua saída do União Brasil e a filiação ao PRTB, com data retroativa a 4 de abril. A decisão resolveu apenas a questão partidária; o TSE ainda precisa analisar o registro da candidatura.

Segundo o agregador de pesquisas da BBC News Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Marçal tem 4%, enquanto 10% dos entrevistados ainda não escolheram candidato.

Para os analistas ouvidos pela reportagem, o principal efeito da candidatura pode ocorrer na disputa pelo eleitorado que procura uma alternativa aos nomes tradicionais. Renan Santos, do Missão, é apontado como um dos candidatos mais afetados, por ocupar um espaço antissistema que também pode ser explorado por Marçal.

Os especialistas também avaliam possíveis impactos sobre Lula e Flávio Bolsonaro. Marçal poderia atrair eleitores de menor renda e atingir setores que hoje apoiam os principais candidatos, mas Yuri Sanches, da Atlas/Intel, considera que sua entrada tenderia a causar apenas uma pequena oscilação nas pesquisas.

Marçal está inelegível por oito anos em razão de condenações relacionadas à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024. O TRE-SP rejeitou recursos da defesa e, em 22 de agosto, manteve a decisão que estende a inelegibilidade até 2032. A análise do registro presidencial cabe ao TSE, e especialistas esperam uma decisão nas próximas semanas.

Fonte: BBC News Brasil

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