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Eliana Alves Cruz questiona ausência de autoras negras no Prêmio Jabuti

A escritora Eliana Alves Cruz questionou a demora no reconhecimento de autoras negras pelo Prêmio Jabuti. Segundo a Agência Brasil, ela foi a primeira mulher negra a vencer na categoria Romance, na 68ª edição da premiação, em 2026.

Por · 8 de novembro de 2026 às 11:52
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A crítica de Eliana Alves Cruz se concentra no fato de a primeira vitória de uma mulher negra na categoria Romance ter ocorrido somente na 68ª edição do Jabuti. Para a escritora, autoras como Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo e Ana Maria Gonçalves já poderiam ter recebido o reconhecimento.

Eliana venceu o Jabuti pela primeira vez em 2022, na categoria Contos, com A vestida. Em 2026, voltou a receber a premiação com Meridiana, romance sobre uma família negra que vive em uma favela e busca ascender socialmente.

A trajetória literária da autora começou a se consolidar com Água de Barrela, obra baseada na história de sua família, descendente de africanos escravizados trazidos para o Brasil. O livro venceu, em 2015, a primeira edição do Prêmio Literário Oliveira Silveira, promovido pela Fundação Cultural Palmares.

Eliana também recebeu o Prêmio Guimarães Rosa, da Academia Brasileira de Letras, em 2025, na categoria Ficção. Em 17 de novembro, ela tomará posse como membro da Academia Carioca de Letras.

Os temas do racismo e da escravidão aparecem de forma recorrente na produção da escritora. Entre suas obras está O crime do Cais do Valongo, que resultou de pesquisas sobre a chegada de pessoas escravizadas ao Brasil e sobre a região portuária do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil

Matéria produzida com auxílio de inteligência artificial. Como verificamos.

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