Eleições nos EUA podem pressionar relação com Brasil sob Trump
As eleições legislativas de novembro nos Estados Unidos podem alterar o equilíbrio de forças em Washington e influenciar a relação do país com o Brasil. Segundo a BBC News Brasil, uma maioria democrata no Congresso ampliaria a fiscalização sobre a agenda do presidente Donald Trump, incluindo tarifas e ações na América Latina.
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O pleito definirá as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado, 39 governos de Estados e territórios e outros cargos estaduais e locais. Pesquisas citadas pela BBC indicam que os democratas podem conquistar a Câmara e, eventualmente, também o Senado.
Atualmente, o Partido Republicano controla a Presidência e as duas Casas do Legislativo. Uma mudança nesse cenário daria à oposição mais poder para convocar audiências, conduzir investigações e tentar impor limites orçamentários às políticas de Trump, embora o presidente ainda pudesse vetar projetos e recorrer a decretos.
Para o Brasil, o resultado pode afetar a condução das tarifas impostas a produtos brasileiros e das políticas americanas para a América Latina. A relação entre os dois países está marcada por tensão desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, incluindo sanções contra autoridades e a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A BBC News Brasil relata que um Congresso democrata também poderia examinar com maior rigor ações militares americanas na região, além da classificação de grupos brasileiros como organizações terroristas estrangeiras. O governo Lula se opôs a essa classificação, apoiada por Flávio Bolsonaro, adversário do presidente brasileiro na eleição mencionada pela reportagem.
Segundo o historiador Lucas de Souza Martins, ouvido pela BBC, Lula poderá iniciar um eventual quarto mandato diante de um Trump enfraquecido e de um Congresso americano mais disposto a fiscalizar sua agenda latino-americana. A consultora Kristina Rosales avaliou que o governo brasileiro terá de melhorar a relação com Trump e, ao mesmo tempo, construir pontes com atores que se prepararão para a eleição presidencial de 2028.
Fonte: BBC News Brasil
