Diretor da CIA discutiu crise com a Otan em visita a Moscou
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
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Diretor da CIA discutiu crise com a Otan em visita a Moscou

John Ratcliffe conversou com Serguei Narichkin sobre a escalada das tensões entre a Rússia e a Otan durante uma visita de cerca de nove horas a Moscou, na terça-feira (25). A viagem só foi confirmada no dia seguinte.

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Por Redação Fato Inteiro · 27 de agosto de 2026 às 09:14
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O diretor da CIA, John Ratcliffe, e seu equivalente russo, Serguei Narichkin, trocaram impressões e advertências sobre a crise entre a Rússia e a aliança militar ocidental. Segundo uma pessoa ouvida pela Folha em Moscou, a conversa ocorreu em tom mais ameno do que o indicado por uma reportagem do Wall Street Journal.

A preocupação americana era com informações de inteligência segundo as quais Vladimir Putin poderia atacar alvos da Otan. Entre os fatores citados estavam o impasse na Guerra da Ucrânia, ataques de Kiev que provocaram uma crise de combustíveis e logística na Rússia e a fraqueza dos Estados Unidos atribuída à exaustão no Irã.

Narichkin também criticou a postura do novo premiê britânico, Andy Burnham, que prometeu facilitar a criação de uma fábrica de mísseis de cruzeiro com tecnologia britânica na Ucrânia. Para o russo, a iniciativa seria inaceitável e provocaria retaliação.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, classificou como “histórias para assustar” as reportagens sobre um possível ataque russo à Otan e afirmou que Moscou não pretende entrar em guerra com a aliança. A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, disse que Reino Unido e França estavam “brincando com fogo” ao apoiar a produção e o fornecimento de mísseis à Ucrânia.

A viagem de Ratcliffe foi descrita por autoridades dos dois lados como algo rotineiro. Ainda assim, nenhum diretor da CIA havia visitado Moscou desde novembro de 2021, quando William Burns levou a Putin uma advertência do então presidente Joe Biden para que não atacasse a Ucrânia. A guerra segue em impasse, com negociações praticamente inexistentes e novos ataques aéreos registrados nesta quinta-feira (27).

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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