Deputado federal volta a ser alvo da PF em investigação sobre contratos no Rio
Foto: © Polícia Federal/divulgação · Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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Deputado federal volta a ser alvo da PF em investigação sobre contratos no Rio

Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) é alvo da segunda fase da Operação Castratio, que apura suspeitas de fraude em contratos da Secretaria de Agricultura do Rio. A Polícia Federal cumpre cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Niterói, por ordem do STF.

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Por Redação Fato Inteiro · 27 de outubro de 2026 às 13:23
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (27) a segunda fase da Operação Castratio e voltou a incluir entre os alvos o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ). Os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em Niterói, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, a investigação busca desarticular uma organização criminosa que teria fraudado contratos da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa). Queiroz era secretário da pasta no período em que teriam ocorrido as irregularidades e já havia sido alvo da primeira fase, em maio deste ano.

As suspeitas envolvem contratos do governo estadual que teriam favorecido ilegalmente a empresa Consuvet. Criada meses antes de firmar seu primeiro contrato com a Seapa, em julho de 2021, a empresa aparece em apurações sobre direcionamento, superfaturamento e fraude em licitação. Os contratos, destinados a serviços de castração e esterilização de animais, somam cerca de R$ 200 milhões, de acordo com a PF.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que os fatos investigados “podem caracterizar os crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que sejam revelados no decorrer das investigações”. A nova etapa utiliza materiais recolhidos na primeira fase para apurar a extensão da organização e de suas práticas ilegais.

Na operação inicial, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na ocasião, o celular do deputado foi apreendido; em endereços de outros alvos, a PF confiscou dinheiro em espécie, carros e aparelhos eletrônicos. A Agência Brasil informou que tentou contato com Queiroz e com o gabinete dele na Câmara, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

Fonte: Agência Brasil — últimas notícias

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