Certificação em biosseguridade deve chegar a 160 propriedades leiteiras no Brasil
A Certificação em Biosseguridade (CBS), desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Boehringer Ingelheim, deve alcançar 160 propriedades leiteiras no Brasil. O protocolo avalia mais de 140 pontos críticos relacionados a animais, pessoas, veículos, instalações e processos.
Segundo o Poder360, a certificação transforma recomendações sanitárias em critérios verificáveis e permite acompanhar a adoção de boas práticas nas propriedades. O protocolo também identifica produtos comercializados em supermercados.
Na Fazenda Colorado, em Araras (SP), cerca de 80% do rebanho que entra no período seco recebe apenas selante de teto em 2026. Os antimicrobianos ficam reservados aos casos considerados estritamente necessários, enquanto o rebanho em lactação cresceu de 1.700 para 2.400 vacas entre 2016 e 2024.
Em Passos (MG), a Fazenda Santa Luzia reduziu em 50% o uso de antibióticos para mastite clínica e em 70% nos casos de tristeza parasitária bovina. Dos 3.161 casos avaliados, 1.366 tiveram resultado negativo e dispensaram o medicamento; a propriedade deixou de descartar 244,5 mil litros de leite por ano.
Um levantamento realizado pela Boehringer Ingelheim de 2024 a 2025, em 65 propriedades de bacias leiteiras de São Paulo e Minas Gerais, apontou que 67,7% usavam como primeira escolha antimicrobianos considerados criticamente importantes para a medicina humana no tratamento da mastite. A pesquisa também registrou que 43,1% iniciavam o tratamento sem diagnóstico.
A CBS foi baseada em estudos da Embrapa Gado de Leite sobre prevenção de doenças nos rebanhos. A proposta relaciona a saúde animal, humana e ambiental e busca reduzir o uso inadequado de antimicrobianos, sem eliminar tratamentos necessários.
Fonte: Poder360
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