Casal em Los Angeles divide piscina com família de ursos-negros
Reprodução/BBC News Brasil
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Casal em Los Angeles divide piscina com família de ursos-negros

Brian Gordon e Ricardo Martínez vivem em Monrovia, na Califórnia, e adotaram medidas para conviver com ursos que frequentam a piscina e o jardim da casa. A rotina inclui vigilância, distância segura e cuidados para evitar que os animais entrem na residência ou tenham acesso ao lixo.

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Por Redação Fato Inteiro · 3 de setembro de 2026 às 07:20
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Quando comprou uma casa em Monrovia, no condado de Los Angeles, Brian Gordon se assustou ao descobrir ursos-negros nadando na piscina. Quatro anos depois, ele e o companheiro, Ricardo Martínez, dizem conviver pacificamente com uma família de ursos que aparece várias vezes por semana para brincar, descansar e se refrescar.

A residência fica no sopé das montanhas de San Gabriel e faz divisa com a Floresta Nacional de Los Angeles. Segundo os trechos da reportagem, a região abriga cerca de 1,6 mil ursos. O casal afirma que mantém distância dos animais e permanece dentro de casa quando eles estão próximos.

No início, Gordon e Martínez tentavam afugentar os ursos com gritos, buzinas de ar comprimido e uma arma de paintball com projéteis de borracha macia. Depois, passaram a usar métodos menos agressivos, desde que os animais não entrassem na casa nem revirassem o lixo. Entre os visitantes estão Maddie, que costuma levar filhotes à residência, Punky, conhecida por estourar infláveis da piscina, e Nappy, que dorme por horas na água.

A convivência, porém, ocorre em meio a riscos e conflitos. Wilson Sherman, pesquisador da Universidade da Califórnia em Los Angeles, afirma que os ursos são adaptáveis e buscam alimentos em áreas habitadas. Ele também alerta que incidentes envolvendo lixo e invasões de casas podem levar à morte dos animais.

Uma ursa chamada Blondie foi sacrificada pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia em março de 2026, após um incidente com uma mulher que passeava com o cachorro em Monrovia. Gordon organizou uma petição contra a medida, assinada por quase 6 mil pessoas. O departamento informou que testes de DNA associaram a ursa ao caso e a um ataque anterior, ocorrido em junho de 2025.

Sherman defende que comunidades reduzam o acesso dos animais a lixeiras e alimentos deixados ao ar livre. Para ele, os ursos não devem ser tratados como animais domesticados, apesar de imagens e relatos ajudarem a conhecê-los individualmente. Gordon e Martínez divulgam a experiência na conta @poolbearlife, mas ressaltam que o modelo de convivência funciona apenas para as condições específicas do local onde vivem.

Fonte: BBC News Brasil

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