Canetas emagrecedoras pressionam vendas de alimentos, aponta estudo
Reprodução/CNN Brasil
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Canetas emagrecedoras pressionam vendas de alimentos, aponta estudo

Medicamentos à base de GLP-1 podem reduzir o volume de alimentos vendidos em supermercados, segundo levantamento da Scanntech Brasil. Bebidas, perecíveis embalados e itens de mercearia estão entre as categorias afetadas.

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Por Redação Fato Inteiro · 30 de agosto de 2026 às 07:31
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A indústria de alimentos tem testado novas estratégias para atender consumidores que relatam perda de apetite associada ao uso das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos baseados no composto GLP-1.

Segundo estudo da Scanntech Brasil, o uso dessas substâncias pode diminuir em 0,49% o volume total de alimentos comercializados em supermercados. A estimativa de queda é de 0,91% para bebidas, 0,66% para perecíveis embalados e 0,53% para produtos de mercearia.

Cervejas, petiscos, snacks, chocolates e biscoitos aparecem entre as categorias mais impactadas. Como resposta, fabricantes têm investido em produtos proteicos, alterações nas embalagens e reformulações associadas à construção de massa muscular.

A diretora de marketing da Scanntech Brasil, Priscila Ariani, afirmou que o GLP-1 acelerou uma tendência de consumo voltada à saúde. De acordo com o estudo, 14% da população brasileira já usa ou usou o medicamento; considerando pessoas que convivem com esses usuários, o chamado efeito halo chega a 21%.

A pesquisa também estima que o alcance potencial dos medicamentos pode chegar a 46% da população após a redução do preço associada à queda da patente da semaglutida e à chegada de versões genéricas. O levantamento ressalta, porém, que esse percentual é um teto potencial e não tem prazo definido para ser atingido.

Fonte: CNN Brasil

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