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Calvície masculina pode avançar mesmo após transplante capilar

A calvície é mais frequente nos homens, mas também pode atingir mulheres e começar antes dos 30 anos. Segundo a CNN Brasil, a cirurgia de transplante não impede a progressão da perda dos fios naturais.

Por · 31 de outubro de 2026 às 22:24

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Segundo a CNN Brasil, a calvície androgenética está ligada principalmente à combinação de fatores genéticos e hormonais. Uma revisão científica publicada em 2025 nos Anais Brasileiros de Dermatologia, por pesquisadores ligados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta que a condição afeta cerca de 30% dos homens aos 30 anos e 50% aos 50 anos.

Nos homens, a di-hidrotestosterona (DHT), hormônio derivado da testosterona, pode agir sobre folículos geneticamente sensíveis e provocar o afinamento progressivo dos fios. O processo costuma aparecer nas entradas e na região da coroa, sem indicar necessariamente níveis elevados de testosterona.

Nas mulheres, a perda tende a aparecer como redução gradual do volume no topo da cabeça e alargamento da risca central. A fonte também afirma que alterações após o parto, doenças e restrições alimentares podem provocar queda sem origem hereditária.

Medicamentos como minoxidil e finasterida estão entre as opções usadas para retardar a progressão e preservar os fios. A escolha depende de avaliação dermatológica, e os resultados variam conforme cada paciente.

Após o transplante, os fios implantados podem cair temporariamente entre duas e oito semanas, sem que isso represente necessariamente a perda dos folículos. Os primeiros resultados costumam aparecer entre seis e nove meses.

Embora os fios transplantados possam permanecer por décadas, a cirurgia não impede a progressão da calvície. Ao longo dos anos, o paciente pode voltar a perceber falhas entre os fios transplantados ou em áreas que não receberam enxertos, especialmente quando a calvície continua avançando sem controle. Por isso, o acompanhamento médico pode ser necessário para preservar os cabelos naturais e avaliar a necessidade de novos tratamentos.

Fonte: CNN Brasil

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