Caiado defende anistia para condenados por atos de janeiro de 2023
Reprodução/BBC News Brasil
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Caiado defende anistia para condenados por atos de janeiro de 2023

Em entrevista à TV Globo, candidato do PSD também propôs uma força policial sul-americana e afirmou que pretende fazer uma reforma da Previdência. Ele não detalhou se mudaria a idade mínima para aposentadoria.

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Por Redação Fato Inteiro · 25 de agosto de 2026 às 23:51
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Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, defendeu nesta terça-feira (25) o envio de um projeto ao Congresso Nacional para anistiar pessoas condenadas por crimes relacionados aos atos de janeiro de 2023. Segundo ele, a medida teria como objetivo pacificar o país e reduzir a polarização política.

Durante a entrevista à TV Globo, Caiado comparou a proposta ao processo que anulou as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato. A reportagem observa, porém, que a decisão do Supremo Tribunal Federal não foi uma anistia, mas ocorreu após o tribunal considerar inadequado o foro em que os processos tramitaram.

Na área de segurança pública, o candidato propôs a criação da Sulpol, uma força policial integrada por países da América do Sul e inspirada na Europol. Ele afirmou que a corporação poderia atuar no Brasil em casos envolvendo contrabando, armas, lavagem de dinheiro e drogas.

Questionado sobre a possibilidade de ações dos Estados Unidos em território brasileiro, Caiado disse que não vê motivo para autorizá-las e defendeu que os países sul-americanos conduzam esse tipo de cooperação entre si.

Sobre a Previdência Social, Caiado afirmou que pretende convocar especialistas para avaliar a sustentabilidade do sistema. Questionado se alteraria a idade mínima para aposentadoria, no entanto, não respondeu diretamente e disse não ter condições de detalhar as minúcias de seu plano de governo.

Caiado foi o segundo candidato entrevistado pela Globo em uma série exibida após o Jornal Nacional. Antes dele, participou Romeu Zema; nos próximos dias, estão previstas entrevistas com Renan Santos, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury.

Fonte: BBC News Brasil

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