

C&A prevê abrir até 80 lojas e reformar até 120 unidades até 2030
A C&A Brasil planeja ampliar sua rede e reformar pontos existentes entre 2027 e 2030, em uma nova fase de transformação da companhia. Em entrevista ao podcast CBN Professional, o CEO Paulo Correa também falou sobre liderança e estratégia de negócios.
Paulo Correa, CEO da C&A Brasil, iniciou a carreira como estagiário em uma fábrica de mochilas e passou pela indústria de confecção e pela marca Company. Em 1999, fez um MBA na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e, ao retornar ao Brasil, trabalhou na McKinsey e na Xerox.
Contratado pela C&A em 2004 como diretor de projetos estratégicos, Correa liderou o lançamento do comércio eletrônico da empresa e assumiu a presidência em 2015. Também participou da abertura de capital da operação brasileira, em 2019, e da reformulação das vendas on-line a partir de 2020.
Para a nova etapa, a companhia tem como ideia abrir entre 60 e 80 lojas até 2030 e reformar de 100 a 120 unidades. A iniciativa ocorre em meio ao aumento da concorrência no setor, com a chegada de grupos estrangeiros como a sueca H&M e a espanhola Bershka.
A estratégia “Energia”, iniciada em 2024, concentrou ações de modernização de lojas, integração entre canais digitais e físicos e melhoria da experiência do cliente. Segundo Correa, a C&A cresceu mais de 30% nos dois anos associados à estratégia. Em agosto, a empresa lançou a segunda fase, chamada “Full power”, prevista para o período de 2027 a 2030.
A empresa também inaugurou, em agosto, uma unidade com mais de dois mil metros quadrados na avenida Paulista, em São Paulo. Em maio, lançou a ACE, marca independente voltada à categoria athleisure, que combina roupas esportivas e casuais; o primeiro ponto foi escolhido no Shopping Ibirapuera.
Na entrevista, Correa afirmou que precisou mudar sua forma de liderar para comunicar as transformações a funcionários e investidores. “Tudo é sobre pessoas”, disse. Para o executivo, a capacidade de “se conectar, mobilizar e sensibilizar equipes” está entre os principais ativos de um líder.
Fonte: Valor Econômico
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