Ações levam orientação sobre violência doméstica a comunidades em SP e PE
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Ações levam orientação sobre violência doméstica a comunidades em SP e PE

Agentes comunitárias de saúde distribuem cartilhas em São Paulo, enquanto uma kombi com ovos e materiais informativos percorre comunidades de Pernambuco. As iniciativas usam redes locais e estratégias do cotidiano para ampliar o acesso à informação sobre violência doméstica.

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Por Redação Fato Inteiro · 29 de agosto de 2026 às 16:05
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Em São Paulo, agentes comunitárias de saúde levam a residências informações sobre violência doméstica e os direitos previstos na Lei Maria da Penha. A estratégia começou com a cartilha “Mulher, vire a página”, que depois ganhou versões em cinco idiomas para atender também mulheres imigrantes.

As profissionais receberam capacitação e foram orientadas a entregar o material a qualquer família, sem identificar uma possível vítima. O projeto começou em Cidade Tiradentes e chegou a Guaianases, à região central e a Perus. A equipe retornava depois de cerca de dois meses para ouvir dúvidas e dificuldades.

Em Pernambuco, uma ação do Gajop e do Fórum Popular de Segurança Pública percorre comunidades com uma kombi que transporta ovos, panfletos, panos de prato e bandejas. O alto-falante anuncia a chegada, enquanto integrantes da equipe conversam com moradores e distribuem materiais que combinam informações sobre violência doméstica, denúncia e telefones úteis com itens ligados à rotina das casas.

A mobilização depende de organizações comunitárias parceiras. Em locais onde a kombi não consegue passar por causa de ruas estreitas, escadarias ou canais de esgoto, a equipe segue a pé. As conversas também passaram a incluir homens, com mensagens que lembram que a violência doméstica é crime e que existem canais de denúncia.

As duas experiências integram um conjunto de iniciativas mapeadas pelo Instituto Update. O levantamento identificou 114 ações no país voltadas à participação e à representatividade na política. Segundo o instituto, chegar às mulheres por meio de seus territórios e redes pode ajudar a enfrentar o isolamento provocado pela violência política.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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