

Zema usa caso BRB-Master para defender privatização de bancos estatais
Durante debate presidencial, o candidato Romeu Zema afirmou que bancos sob controle do governo estão mais sujeitos à influência política e a escândalos. Ele citou o envolvimento do BRB com o Banco Master para sustentar sua defesa das privatizações.
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu a privatização de bancos e empresas estatais durante debate presidencial realizado nesta sexta-feira (18), em São Paulo. O encontro foi promovido pelo Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda. e pelo G4.
Zema afirmou que instituições controladas pelo governo estão mais sujeitas a interferências políticas. Ao mencionar o caso envolvendo o BRB e o Banco Master, declarou: “O único banco que se envolveu com o Master foi um banco estatal”.
O candidato também comparou a atuação de instituições públicas e privadas no episódio e associou o envolvimento do banco estatal à influência política. “Olha só que coisa, né? Os privados não envolveram com bandido, não, mas banco que tem influência política se envolveu com bandido”, disse.
Na defesa das privatizações, Zema afirmou que experiências brasileira e internacional indicam que empresas privadas podem ter resultados melhores do que companhias controladas pelo Estado. Segundo ele, o governo deve se concentrar em áreas estratégicas e reduzir sua participação direta na economia.
De acordo com relatório da Polícia Federal citado pela fonte, o BRB comprou cerca de R$ 17 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master. A investigação aponta que parte dos ativos era fictícia ou não tinha lastro adequado, em caso apurado na operação Compliance Zero. Em 2025, o BRB também tentou comprar o Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central; o banco acabou liquidado em novembro daquele ano.
Fonte: Poder360
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