

Weverton nega interferência em investigações da Polícia Federal
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) negou ter tentado interferir em investigações da Polícia Federal contra ele. O parlamentar é alvo da operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, e também é investigado por possível intervenção em um processo no STJ.
Weverton afirmou na sexta-feira (14) que não tentou influenciar investigações da Polícia Federal. A declaração foi dada em Brasília, após a gravação de material para a campanha eleitoral de 2026 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A PF apura se o senador tentou influenciar um ministro do Superior Tribunal de Justiça responsável por um processo relacionado ao conselheiro do TCE-MA Daniel Brandão. Na mesma data, o ministro do STF Flávio Dino retirou o sigilo de decisões que autorizaram as investigações.
O caso envolve a execução penal de Gilbson Cutrim, condenado pela morte a tiros do empresário João Bosco, em 2022, no edifício Tech Office, em São Luís. Segundo os trechos da investigação citados pela fonte, Weverton mantinha comunicação regular com o ministro relator e havia diálogos sobre encontros pessoais e processos sob sua relatoria.
Weverton disse que sua comunicação com ministros e integrantes dos Três Poderes ocorre de forma “institucional dentro do gabinete”. Ele também afirmou que a apuração foi levada ao Supremo após uma “denúncia irresponsável” feita pelo pai de Gilbson.
O senador também é investigado por suspeitas relacionadas a fraudes no INSS. Em 4 de agosto, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em sua casa; a apuração envolve movimentações financeiras suspeitas relacionadas à mulher do parlamentar. Weverton declarou que está “à disposição para qualquer esclarecimento” e negou vínculo com os demais investigados.
Questionado sobre o caso no STF, Weverton afirmou que não conversou com Lula. O presidente do PT, Edinho Silva, disse que Lula “defende todas as investigações no Brasil” e que “todo mundo tem o direito de se defender”.
Fonte: Poder360
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