Wagner Moura critica cultura do cancelamento dentro da esquerda
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Wagner Moura critica cultura do cancelamento dentro da esquerda

O ator afirmou apoiar movimentos identitários, mas rejeitou a cultura do cancelamento, que classificou como covarde, independentemente de sua origem política. O músico João Bosco também questionou o que chamou de exageros do identitarismo na esquerda brasileira.

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Por Redação Fato Inteiro · 17 de agosto de 2026 às 18:05
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Wagner Moura voltou a comentar a repercussão de sua participação no programa Conversa com Bial, quando usou com humor a expressão “fascismo de esquerda”. Em mensagem enviada à reportagem, ele disse apoiar os movimentos identitários, mas criticou a cultura do cancelamento.

“Eu apoio todos os movimentos identitários. Todos. Mas não a cultura do cancelamento. Acho covarde. Venha da direita ou da esquerda”, afirmou o ator. Moura também reconheceu que errou ao usar o termo “fascisminho de esquerda”, por considerá-lo inadequado e insensível às minorias historicamente atingidas pelo fascismo.

A declaração ocorreu em meio à discussão sobre a patrulha ideológica dentro do campo progressista. O professor Wilson Gomes avaliou que o comentário aponta para a existência de pessoas intolerantes e autoritárias também nesse espaço político.

João Bosco entrou no debate após afirmar ao jornal O Estado de S. Paulo que o identitarismo estaria sendo aplicado de forma exagerada pela própria esquerda. O cantor também defendeu a permanência da música “Gol Anulado” em seu repertório e disse que a canção deve ser compreendida como uma crônica, não como um ato institucional.

A música, que descreve violência contra uma mulher, é alvo de críticas por não deixar explícito se a narrativa condena ou apoia a agressão. Analistas citados pela reportagem divergem sobre a interpretação da obra, enquanto outros defendem que ela expõe o machismo.

O debate inclui ainda críticas à chamada necessidade de “pureza ideológica” e ao uso de temas como racismo, homofobia, feminismo e violência contra a mulher como instrumentos de ataque. Para a jornalista Mariliz Pereira Jorge, esses assuntos precisam ser discutidos, mas não transformados em armas contra pessoas do mesmo campo político.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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