

Vietnã e Filipinas avançam rumo à alta renda com boom de chips
A expansão da indústria de semicondutores elevou Vietnã e Filipinas à categoria de países de renda média-alta do Banco Mundial. Os dois países agora tentam reduzir a dependência de mão de obra barata e desenvolver setores de maior valor agregado.
O Banco Mundial incluiu Vietnã e Filipinas na categoria de países de renda média-alta em sua atualização de julho. O grupo reúne economias com renda nacional bruta per capita entre US$ 4.636 e US$ 14.375 em 2025.
O Vietnã impulsionou sua renda com exportações, acordos comerciais e investimentos estrangeiros em polos de componentes eletrônicos e equipamentos elétricos. A sul-coreana LG Innotek anunciou em junho uma fábrica de substratos para semicondutores no país, com investimento estimado em cerca de US$ 1 bilhão.
Samsung Electronics e Intel também estariam instalando ou ampliando estruturas para semicondutores no Vietnã. O governo vietnamita planeja capacitar 50 mil profissionais do setor até 2030 e busca avançar em etapas como projeto, fabricação e teste de chips.
As Filipinas, cuja indústria se concentra principalmente nas etapas finais de montagem e teste, aderiram em abril à iniciativa “Pax Silica”, liderada pelos Estados Unidos. Semicondutores e outros produtos eletrônicos respondem por mais de 50% das exportações de mercadorias do país em valor.
A transição para a alta renda exigirá, segundo a matéria, o fortalecimento de empresas nacionais e o avanço para indústrias de maior valor agregado. A Malásia é citada como exemplo de país que retomou o crescimento ao investir em semicondutores, incluindo tecnologias avançadas de encapsulamento e atividades de design e desenvolvimento.
Fonte: Valor Econômico
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