

Vieira pede fim de ataques de Milei a Lula para normalizar relação bilateral
Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o chanceler Mauro Vieira afirmou que a Argentina precisa interromper as agressões contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, um gesto nesse sentido é necessário para recuperar a relação entre os dois países.
Mauro Vieira declarou que o vínculo entre Brasil e Argentina está deteriorado e vem sendo administrado apenas por encarregados de negócios, abaixo do nível hierárquico de embaixadores. O chanceler atribuiu o cenário aos ataques reiterados do presidente argentino Javier Milei contra Lula, instituições brasileiras e o Supremo Tribunal Federal.
“É necessário um gesto: o de parar as agressões”, disse Vieira ao Clarín. O ministro também afirmou que a Argentina deve valorizar a relação com o Brasil, assim como o governo brasileiro valoriza o vínculo com o país vizinho.
Vieira rejeitou como “totalmente falsa” a acusação de Milei de que o governo brasileiro teria financiado uma campanha internacional contra a Argentina. Segundo o chanceler, a visita do ex-ministro argentino Sergio Massa ao Brasil ocorreu por assuntos de interesse comum entre as pastas econômicas dos dois países, sem conotação eleitoral.
O ministro também contestou a classificação de Lula como “comunista”, feita por Milei e integrantes de seu governo. Para Vieira, a caracterização representa a visão do presidente argentino e não corresponde à política econômica brasileira.
Apesar do desgaste diplomático, Vieira reafirmou que a relação com a Argentina é “muito importante” e que o país continua sendo considerado um parceiro estratégico pelo Brasil, inclusive pela relevância comercial do vínculo bilateral. A declaração foi dada enquanto o chanceler participava, em Cali, na Colômbia, da posse do presidente Abelardo de la Espriella, representando Lula.
Fonte: g1.globo.com
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