

Vacinas contra chikungunya avançam em frentes regulatória e de pesquisa
Duas vacinas estão em etapas regulatórias no Brasil, enquanto uma terceira candidata segue em testes pré-clínicos. A estratégia-piloto do Ministério da Saúde já aplicou cerca de 48 mil doses em seis Estados.
A Eurofarma submeteu à Anvisa, em junho, o pedido de análise da vacina CHIKV VLP. O imunizante, aplicado em dose única e produzido com partículas semelhantes ao vírus, já foi aprovado para pessoas a partir de 12 anos nos Estados Unidos, na União Europeia, no Reino Unido, na Suíça e no Canadá.
Em maio, a Anvisa autorizou o Instituto Butantan a iniciar a produção da Butantan-CHIK, desenvolvida em parceria com a farmacêutica Valneva. A vacina usa vírus vivo atenuado e está autorizada para pessoas de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição.
Segundo o Ministério da Saúde, a imunização ocorre atualmente em uma estratégia-piloto conduzida pelo Butantan, com apoio da pasta. A iniciativa abrange municípios de Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Sergipe e São Paulo; cerca de 48 mil doses foram aplicadas. Ainda não há informação sobre oferta regular no SUS.
A chikungunya pode provocar dores articulares por meses ou anos, apesar da baixa mortalidade. Em 2025, o Brasil notificou 129.123 casos prováveis, dos quais 107.975 foram confirmados, além de 121 mortes, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde.
Também há uma candidata desenvolvida por pesquisadores da USP e da Universidade de Bonn, na Alemanha. Ela está em fase pré-clínica e foi testada apenas em camundongos; os resultados não permitem concluir que seja segura ou eficaz em pessoas. A redução da doença, segundo a fonte, dependerá da combinação entre vacinação e controle do mosquito Aedes aegypti.
Fonte: Poder360
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