Urna eletrônica nasceu de projeto com cinco especialistas e prazo curto
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Brasil

Urna eletrônica nasceu de projeto com cinco especialistas e prazo curto

Criada pelo TSE em 1996, a urna eletrônica foi desenvolvida para funcionar sem internet, com bateria própria e em locais de difícil acesso. O projeto também buscou tornar o voto simples, usando como referência o teclado dos telefones fixos.

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Por Redação Fato Inteiro · 6 de setembro de 2026 às 01:38
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A urna eletrônica começou a ser usada nas eleições de 1996, inicialmente nas capitais e em municípios com mais de 200 mil eleitores. Naquele ano, 32% do eleitorado votou pelo novo sistema; em 1998, a cobertura chegou a 58%, e, em 2000, alcançou todo o país.

O desenvolvimento ficou a cargo de uma comissão criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com cinco especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Técnico Aeroespacial e do próprio tribunal. O grupo ficou conhecido como “os ninjas”. Entre os integrantes estava o matemático Giuseppe Janino, que relatou ter trabalhado noites seguidas para cumprir o prazo.

A máquina deveria operar sem conexão com a internet ou outras redes, ter bateria própria, resistir ao transporte e ser simples de utilizar. Para facilitar a votação, os criadores adotaram no teclado da urna a mesma disposição numérica dos telefones fixos, familiares aos brasileiros na década de 1990.

A primeira versão usava dois disquetes: um armazenava o sistema e os programas; o outro recebia os dados da votação. As informações eram criptografadas e o dispositivo passava por um processo que alterava sua organização. Em 1998, os disquetes foram substituídos por cartões de memória flash, mudança que, segundo Janino, aumentou a segurança e a velocidade e reduziu falhas.

O hardware é produzido por empresa contratada por licitação, seguindo especificações do TSE, enquanto os softwares são desenvolvidos pela Justiça Eleitoral. Depois, os sistemas recebem assinaturas digitais e mecanismos para verificar a autoria e a integridade dos arquivos.

Em 2009, o TSE criou os Testes Públicos de Segurança, permitindo que especialistas tivessem acesso a informações técnicas, ao código-fonte e aos equipamentos para procurar vulnerabilidades. Conforme informado pelo TSE, desde 1996 nunca foi comprovada fraude no sistema eletrônico de votação brasileiro.

Fonte: g1 Política

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