Trump tenta influenciar eleição brasileira, avalia cientista político alemão
Reprodução/BBC News Brasil
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Trump tenta influenciar eleição brasileira, avalia cientista político alemão

Peter Birle afirma que o governo Donald Trump busca favorecer um eventual governo Bolsonaro no Brasil e alerta que interferências externas muitas vezes produzem resultado. Para ele, ainda é cedo para saber o efeito da pressão sobre a eleição brasileira.

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Por Redação Fato Inteiro · 12 de setembro de 2026 às 09:19
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O governo de Donald Trump tenta influenciar a eleição presidencial brasileira, segundo Peter Birle, diretor de pesquisa do Instituto Ibero-Americano de Berlim e avaliador do Brasil no índice de democracia BTI, da Fundação Bertelsmann. Em entrevista à BBC News Brasil, o cientista político afirmou que Washington deseja um governo Bolsonaro e tem adotado uma política agressiva contra o governo Lula.

Birle comparou o cenário atual com episódios da Argentina. Segundo ele, a pressão exercida por Trump antes das eleições legislativas de 2025 funcionou em favor de Javier Milei. O especialista também citou a interferência dos Estados Unidos na eleição argentina de 1946, quando a oposição a Juan Perón acabou contribuindo para sua vitória.

Para o cientista político, a estratégia adotada por Trump — com tarifas, sanções, revogação de vistos e ataques políticos — pode gerar resistência no Brasil. Ele classificou a política como pouco inteligente e disse que ainda não é possível saber qual será o efeito da interferência nos próximos meses.

Na avaliação de Birle, a campanha brasileira passou a priorizar economia, segurança pública e crime organizado, enquanto a democracia e o risco de autoritarismo tinham maior centralidade em 2022. As pesquisas, segundo ele, indicam um possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, com vantagem para o atual presidente, mas sem garantia de vitória.

Birle também alertou para um eventual segundo governo de Flávio Bolsonaro. Com base em experiências internacionais, afirmou que é nesse período que podem ocorrer mudanças mais radicais. Para ele, o candidato pode adotar medidas das quais não fala atualmente, por tentar se apresentar como mais moderado.

Fonte: BBC News Brasil

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