

Trent Park: a mansão britânica que espionou generais nazistas na guerra
A mansão no norte de Londres foi transformada em centro secreto de escuta durante a Segunda Guerra Mundial. Conversas captadas de prisioneiros alemães ajudaram a revelar informações sobre armas e operações militares nazistas.
Trent Park, uma mansão no norte de Londres, abriu as portas ao público pela primeira vez como museu. O local preserva a história de sua atuação como centro britânico de interrogatório e escuta durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.
Depois que o governo britânico requisitou a propriedade, o serviço secreto instalou microfones na mansão, nas cocheiras e nos jardins. Os equipamentos ficavam escondidos em objetos como vasos, luminárias e uma mesa de bilhar, com fios ligados a salas de monitoramento no porão.
A casa recebeu oficiais alemães de alta patente, que tinham biblioteca, aulas de inglês e, ocasionalmente, autorização para passear pela cidade. Um oficial britânico se passava pelo fictício lorde Aberfeldy e estimulava os prisioneiros a fazer confidências, enquanto agentes acompanhavam as conversas.
Com o avanço da guerra, o Reino Unido recrutou refugiados judeus de língua alemã vindos da Alemanha, da Áustria e da Tchecoslováquia para trabalhar na escuta. Entre as informações obtidas estavam referências ao sistema alemão Knickebein e ao programa de armas V, incluindo o foguete V-2.
Segundo a BBC, os dados sobre as armas V contribuíram para o bombardeio, em agosto de 1943, do centro alemão de pesquisa e testes de foguetes em Peenemünde. A equipe também ouviu relatos sobre atrocidades nazistas, mas essas informações não foram usadas nos julgamentos por crimes de guerra porque isso revelaria os métodos da operação.
As atividades de escuta em Trent Park terminaram em novembro de 1945. O museu recriou os ambientes do térreo e as salas do porão usadas pelos agentes durante a guerra.
Fonte: BBC News Brasil
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