Tóquio restringe aluguéis de curta duração após reclamações de moradores
Reprodução/Valor Econômico
Brasil

Tóquio restringe aluguéis de curta duração após reclamações de moradores

Distritos da capital japonesa vão limitar ou proibir unidades “minpaku”, nome dado no Japão às acomodações de curta duração em residências particulares. As medidas atingem áreas residenciais, proximidades de escolas e novas operações.

PublicidadeOfertaPulso: oferta relampago o dia todo, com preco monitorado e cupom verificado.
Por Redação Fato Inteiro · 9 de setembro de 2026 às 03:18
Compartilhar

Autoridades de Tóquio adotaram restrições aos aluguéis no estilo Airbnb após o aumento das reclamações de moradores. Em julho, o governo informou às administrações locais que as acomodações “minpaku” poderiam ser proibidas por regulamentos municipais.

O distrito de Shinjuku, que concentra 3.775 unidades desse tipo, proibirá novas operações em áreas residenciais e perto de escolas. Os imóveis já existentes terão medidas de transição. Em outras regiões do distrito, o limite anual de locação cairá de 180 para 120 dias, com implementação planejada para o próximo verão.

Shinjuku já não permite operações de “minpaku” em dias úteis nas áreas residenciais. Ainda assim, registrou 924 reclamações sobre essas acomodações no ano fiscal anterior, 65% a mais que no período anterior.

No distrito de Ota, novas unidades serão proibidas em áreas residenciais e nas proximidades de escolas. Em outras áreas, os novos imóveis poderão funcionar apenas nos fins de semana. Os operadores também terão de monitorar, por câmeras de segurança, a entrada e a saída dos hóspedes. A regra deve entrar em vigor no primeiro semestre do ano fiscal de 2027.

Shinjuku e Ota ainda revisarão suas regras para exigir a presença constante de funcionários nos edifícios. A mudança busca impedir o uso de unidades de condomínio em operações semelhantes a quartos de hotel. A legislação nacional permite o aluguel de unidades “minpaku” por até 180 dias ao ano, mas autoriza restrições locais.

Em julho, havia 16.920 unidades “minpaku” nos distritos de Tóquio, quase três vezes o volume de cinco anos antes. Operadores contestam as limitações, alegando aplicação retroativa de regras e violação do direito de propriedade; a Agência de Turismo do Japão afirma que os imóveis podem ser destinados a outros usos, como o aluguel convencional.

Fonte: Valor Econômico

PublicidadeGarnet Corretora de Seguros: viva um mundo mais seguro. A seguranca que voce merece, com cotacao online.
Compartilhar

← Voltar ao início de Fato Inteiro

Newsletter

Newsletter em preparação.

Continue acompanhando as notícias pelo portal.