

Tensão entre Rubio e governo Lula cresce antes da eleição brasileira
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ampliou a pressão sobre o governo Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2026. O conflito envolve revogação de vistos, tarifas comerciais e críticas à atuação brasileira na América Latina.
A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos se intensificou às vésperas da eleição presidencial brasileira, prevista para outubro. A estratégia atribuída a Washington combina pressão política e instrumentos econômicos, incluindo tarifas de 25% e críticas à proximidade do governo Lula com regimes considerados autoritários.
Entre as medidas mencionadas está a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Segundo os trechos, a decisão ocorreu após a demora do governo brasileiro em aceitar Daniel Perez como novo embaixador americano em Brasília e a negativa de vistos para funcionários dos Estados Unidos.
Também foram revogados os vistos do ministro Alexandre de Moraes e de outros integrantes do governo, entre eles o advogado-geral da União, Jorge Messias. Outro ponto de tensão foi a classificação, pelos Estados Unidos, do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
Rubio tem priorizado embaixadores de origem latina escolhidos por critérios políticos, em vez de diplomatas de carreira. Daniel Perez, indicado para o Brasil, é descrito como próximo ao secretário e recebeu o apelido de “Mini Rubio”.
O embate ocorre durante a preparação para a eleição presidencial. Lula tenta explorar a disputa com uma retórica de soberania nacional, enquanto a oposição usa o isolamento diplomático para criticar o governo. Especialistas citados avaliam que a perda de confiança pode afetar áreas como segurança transnacional e fluxo de investimentos.
Fonte: gazetadopovo.com.br
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