

Suspensão de lives do Discord no Brasil repercute na imprensa internacional
A decisão da ANPD de suspender transmissões ao vivo e recursos de compartilhamento de vídeo do Discord foi noticiada por veículos dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Espanha, Itália e Argentina. A medida ocorreu após a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão e apontamentos sobre falhas na proteção de menores.
A imprensa internacional repercutiu a determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para que o Discord suspenda, no Brasil, as transmissões ao vivo e funcionalidades semelhantes. A decisão deve ser cumprida em até três dias e permanecerá válida até que a empresa comprove a adoção de medidas adequadas de proteção de crianças e adolescentes.
Reuters e BBC destacaram deficiências técnicas apontadas pela agência brasileira. Segundo a ANPD, alterações feitas no recurso “Go Live”, no início de março, teriam reduzido a proteção oferecida a menores. O Discord afirmou à BBC que está “analisando cuidadosamente” a decisão e reiterou seu compromisso com a segurança dos usuários.
A empresa também declarou que investigou rapidamente o caso e encerrou o servidor privado envolvido. Conforme o Discord, as evidências reunidas indicam que atividades criminosas teriam sido coordenadas em outras plataformas antes da criação do servidor e continuado após o banimento dos envolvidos.
Veículos como El País, BFM Tech, ABC, ANSA, RFI e Clarín deram destaque à investigação sobre a morte da adolescente e às falhas apontadas nos mecanismos de proteção. As publicações ressaltaram que a medida da ANPD não bloqueia integralmente a plataforma, mas atinge as transmissões ao vivo e recursos de compartilhamento de vídeo.
A ANPD considerou insuficientes as informações apresentadas pelo Discord sobre o controle das transmissões. A empresa terá dez dias úteis para recorrer, e a decisão prevê multa diária em caso de descumprimento, com valor a ser definido posteriormente. O processo ainda pode resultar em procedimento sancionador e, segundo a fonte, em multas de até R$ 50 milhões ou suspensão do serviço mediante decisão judicial.
Fonte: oglobo.globo.com
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