

Senado teve 36 eleições e mudou regras ao longo da República
A primeira eleição para o Senado ocorreu em 1890, com a escolha de 63 constituintes. Desde então, a composição da Casa e as regras eleitorais passaram por mudanças em diferentes períodos da história republicana.
A primeira eleição republicana para o Senado foi realizada em 15 de setembro de 1890. Os 20 estados e o Distrito Federal elegeram três senadores cada para integrar a Assembleia Constituinte, instalada em novembro daquele ano. A primeira Constituição republicana foi promulgada em fevereiro do ano seguinte.
Naquele período, o mandato dos senadores passou a ser de nove anos, substituindo a vitaliciedade vigente no Império. A composição inicial adotou prazos diferentes para permitir a renovação alternada das cadeiras. Como não havia suplentes, vacâncias por morte ou renúncia eram preenchidas por novas eleições.
As regras foram alteradas em 1935, quando os senadores passaram a ser escolhidos indiretamente pelas assembleias estaduais e pela Câmara Municipal do Distrito Federal. Em 1937, o Estado Novo fechou o Congresso e a Constituição daquele ano aboliu o Poder Legislativo. A retomada ocorreu em 1945, com a convocação de eleições e a escolha de dois senadores por estado para a Assembleia Constituinte.
Durante a ditadura militar, o sistema eleitoral incorporou o bipartidarismo, a sublegenda e, em 1978, os chamados senadores “biônicos”, escolhidos indiretamente. Também foram instituídos o segundo suplente e o voto vinculado. A abertura política restabeleceu, em 1985, a eleição direta para todas as cadeiras e extinguiu os senadores “biônicos”.
Segundo o levantamento da Agência Senado, a República chegou a 36 eleições para o Senado. Atualmente, a Casa tem 81 membros, com três representantes por unidade da Federação, e o eleitorado brasileiro é estimado em 158,7 milhões de pessoas.
Fonte: Agência Senado
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