

Seis indicadores ajudam a avaliar se um banco é confiável
Autorização do Banco Central, capital, rating de crédito e histórico de reclamações estão entre os critérios para analisar uma instituição financeira. Proteções contra fraudes digitais também devem ser observadas.
A avaliação da confiabilidade de um banco pode ser feita a partir de três pilares: solidez financeira, proteção ao cliente e regulamentação. O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e regulamentada pelo Banco Central, que estabelece exigências de capital, segurança cibernética, compliance, auditorias e relatórios. Instituições que intermediam investimentos também precisam de autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Outro ponto é a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que prevê a devolução de depósitos e investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira em caso de quebra ou falência. A suficiência de capital pode ser analisada pelo Índice de Basileia, que mede o capital próprio disponível para cobrir riscos de empréstimos e investimentos. Segundo o professor Marcos Piellusch, da FIA Business School, o mínimo definido pelo Banco Central é de 11%, enquanto a média geral do sistema é de 17%.
O rating de crédito, atribuído por agências de avaliação de risco, indica a possibilidade de a instituição deixar de pagar suas dívidas. As notas variam de AAA, associada à segurança máxima, a D, que representa alto risco de calote. A evolução dessa classificação também é relevante: uma redução na nota pode sinalizar piora na avaliação financeira.
A relação com os clientes pode ser observada no Ranking de Reclamações do Banco Central e no Reclame Aqui. O ranking oficial considera reclamações procedentes em relação ao total de clientes, enquanto o Reclame Aqui reúne avaliações e o histórico de respostas das empresas.
Também é recomendado comparar rendimentos e captações com os praticados pelo setor. Ofertas muito acima da média, como CDBs com remuneração elevada, podem indicar maior risco. Notícias e relatórios trimestrais ajudam a acompanhar inadimplência, resultados, retorno sobre o patrimônio, margem financeira, eficiência operacional, cobertura para possíveis calotes e mudanças na gestão.
Na área de segurança digital, recursos como autenticação em duas etapas ou multifatorial, criptografia, limites inteligentes e inteligência artificial para identificar riscos são medidas usadas para proteger dinheiro, dados e privacidade. A orientação é conhecer o site, o aplicativo e os procedimentos da instituição para situações de fraude e golpes digitais.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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