

Samara critica juros da dívida e defende fim da escala 6 por 1
Candidata da UP à Presidência chamou o pagamento de juros da dívida pública de “bolsa-banqueiro” e defendeu a criação de empregos. Ela também propôs o fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada sem corte salarial.
Samara Martins, candidata à Presidência pela Unidade Popular (UP), afirmou que o principal problema das contas públicas não é o Bolsa Família, mas o pagamento de juros da dívida pública. A declaração foi feita durante debate promovido pelo Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda. e pelo G4, em São Paulo.
Segundo a candidata, os juros consomem R$ 1,8 trilhão do orçamento. Samara defendeu a geração de empregos e o aumento da renda, afirmando que 80% das famílias estão endividadas para garantir comida.
A declaração ocorreu depois de o governo federal anunciar o aumento do piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. O reajuste, segundo o governo, terá custo adicional de R$ 5,8 bilhões entre outubro e dezembro de 2026 e de R$ 22,7 bilhões por ano a partir de 2027. A equipe econômica informou que a despesa será coberta por remanejamentos no Orçamento.
Na discussão sobre relações de trabalho, Samara criticou a negociação individual da jornada e defendeu o fim da escala 6 por 1. Ela também propôs reduzir a jornada sem diminuição salarial, criar frentes emergenciais de trabalho e reestatizar empresas privatizadas.
Para estimular a economia, a candidata sugeriu redirecionar recursos destinados aos juros da dívida para saúde, educação, ampliação da indústria e produção tecnológica. O debate também contou com Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante); Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) não compareceram.
Fonte: Poder360
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